24.2.20

A Ascensão do Chifre Pequeno

Segunda-feira, 24 de Fevereiro

2. Leia Daniel 8:8-12. Para que direções se estava a mover o chifre pequeno? Porque é importante entender isto?

Depois de descrever quatro chifres a espalhar-se pelos quatro ventos do Céu, o texto bíblico declara que, de um deles, surgiu um chifre pequeno. A questão aqui é se esse chifre/poder veio de um dos quatro chifres, que, como vimos ontem, representam os quatro generais de Alexandre, ou de um dos quatro ventos. A estrutura gramatical do texto na língua original indica que este chifre vem de um dos quatro ventos do Céu. E visto que este poder surge depois do Império Grego e as suas quatro ramificações, um entendimento comum é que este chifre seja Roma, pagã e depois papal. “Este ‘chifre pequeno’ representa Roma em ambas as fases, pagã e papal. Daniel viu Roma, primeiro na sua fase pagã e imperial, a fazer guerra contra o povo judeu e os cristãos primitivos e, depois, na fase papal, continuando até ao presente e ao futuro” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 926).

De acordo com o texto bíblico, o chifre pequeno realizou primeiro um movimento horizontal “e tornou-se muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa” (Daniel 8:9). Estas três direções correspondem às três principais áreas que caíram sob o domínio de Roma pagã.

À medida que o chifre pequeno se torna o principal protagonista da visão, a sua expansão vertical recebe atenção detalhada. Neste sentido, o chifre corresponde precisamente ao chifre pequeno de Daniel 7, como mostra a seguinte comparação: (1) ambos os chifres são pequenos no início (Daniel 7:8; 8:9); (2) ambos se tornam grandes posteriormente (Daniel 7:20; 8:9); (3) ambos são poderes perseguidores (Daniel 7:21, 25; 8:10, 24); (4) ambos se engrandecem e são blasfemos (Daniel 7:8, 20, 25; 8:10, 11, 25); (5) ambos têm como alvo o povo de Deus (Daniel 7:25; 8:24); (6) ambos têm aspectos da sua atividade delineados pelo tempo profético (Daniel 7:25; 8:13, 14); (7) ambos se estendem até ao tempo do fim (Daniel 7:25, 26; 8:17, 19); e (8) ambos enfrentam a destruição sobrenatural (Daniel 7:11, 26; 8:25). Por fim, visto que o chifre pequeno de Daniel 7 representa o papado, a expansão vertical do chifre pequeno em Daniel 8 deve representar o mesmo poder. Portanto, como em Daniel 2 e 7, o principal poder final é Roma, tanto pagã como papal.