19.1.19

Mensagem de Cristo a Filadélfia – Comentário

“O apóstolo Paulo declara que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12). Então porque parece a perseguição, em grande parte, adormecida? A única razão é que a igreja se conformou com a norma do mundo, e portanto não desperta oposição. A religião que em nosso tempo prevalece não é do caráter puro e santo que assinalou a fé cristã nos dias de Cristo e dos Seus apóstolos. É unicamente por causa do espírito de transigência com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus tão indiferentemente consideradas, por haver tão pouca piedade vital na igreja, que o cristianismo, é aparentemente tão popular no mundo. Haja um reavivamento da fé e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as fogueiras da perseguição.” O Grande Conflito, p. 48

“Quase imperceptivelmente, os costumes do paganismo entraram na igreja cristã. O espírito de concessão e conformidade tinha sido restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igreja suportou sob o paganismo. Mas, ao cessar a perseguição e entrar o cristianismo nas cortes e nos palácios dos reis, ela deixou de lado a humilde simplicidade de Cristo e dos Seus apóstolos, em troca da pompa e do orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e, no lugar dos mandamentos de Deus, colocou teorias e tradições humanas. […]

Este ajuste mútuo entre o paganismo e o cristianismo resultou no desenvolvimento do “homem do pecado” (2 Tessalonicenses 2:3), predito na profecia como opondo-se a Deus e exaltando-se acima Dele. Aquele gigantesco sistema de religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás – monumento dos seus esforços para ocupar o trono e governar a Terra segundo a sua vontade.” História da Redenção, p. 326, 327

“Daniel […] determinou-se a permanecer firme na sua integridade, fossem quais fossem os resultados. Ele “assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Daniel 1:8). E nesta resolução foi apoiado por seus três companheiros.

Tomando esta decisão, os jovens hebreus não agiram presunçosamente, mas em firme confiança em Deus. Não escolheram ser diferentes, mas aceitaram ser diferentes para não desonrar a Deus. Se eles se tivessem comprometido com o erro neste caso rendendo-se à pressão das circunstâncias, este abandono do princípio lhes teria enfraquecido o senso do direito e a sua capacidade de aborrecer o erro. O primeiro passo errado os teria levado a outros, de maneira que, cortada a sua ligação com o Céu, eles seriam varridos pela tentação.” Profetas e Reis, p. 483

“’A fé de Jesus.’ Ela é debatida, mas não compreendida. Que constitui a fé de Jesus, que faz parte da mensagem do terceiro anjo? O ato de Jesus Se tornar o Portador dos nossos pecados para que pudesse tornar-Se o Salvador que perdoa os nossos pecados. Ele foi tratado como nós merecemos ser tratados. Veio ao nosso mundo e levou os nossos pecados para que pudéssemos levar a Sua justiça. E a fé na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e totalmente, é a fé de Jesus.” Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 172